Se há flor na cidade
Sétimo céu da caridade
O espelho que versa o sol da idade
Lágrimas a têmpera do amor
As cordas de forças iluminam meu ser
Deus testemunha dos sonhos e esperança
Rajada de cores do olhar que me corta
A lâmina fria do acontecimento
Afastou a amargura da sombra que fui
Não cabe sofrer na imersão da dor
No flagelo do tormento e depois padecer
Lembrar do passado aquilo que não fez
Se desfaz do engano cão vadio
Me lança profunda esperança tardia
É o sono que chega com tua perfídia
Quebrei o ciclo da covardia, mordo e assopro.
Paulo Roberto Emidio
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