Fui assediado pelos ventos da saudade
Memórias de um amor platônico
Santo remédio da alma
Sedução caixa de saída um lacre
Poeiras sucumbidas, véu de sabores
Gosto do gosto na prateleira da vida
Morte súbita sonhos de amor
Lista a sacola da feira só besteira
Busco no canto a soleira a me olhar
Verdes prantos lá no horizonte
A janela da alma é figurante
Penteia as raizes, pedaços, cicatrizes do norte
Alisa o reflexo do meu eu
Sensação de impotência
Dor, ilusão, solidão
E dos olhos saltam para a ficção
O crepúsculo virou lua nova
E num conto de fadas se fez rei
Alguém que espera a salvação
Pelo sim e pelo não redenção.
Paulo Roberto Emidio
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