Expostas feridas, nuâncias de fé
O cilio que existe no campo partilha
É semente do riso que sol plateia
Resumo do imaculado canto, o olhar
Desperta a flor da colina, alcançar
A alma, o vento, sonhos, serei
Química perfeita, o bem-querer
No altar o silêncio da emoção
Ressuscita o sussurro do monte
Longíquas alcovas do imaginário
O indulto da revelação
Estação, o sino da salvação
Recobriu-se na indulgência do movimento
O sofrimento esquecido no degelo da consciência
Esperança é o lapso do inconcebível
Nasce, morre e afugenta o arco-íris
Luzes, cores, cinzas da ribalta
Aflora o vermelho tinto da noite
Horizonte perdido, manto e pranto
Dilacera a divina concepção
Destino amordaçado e ponto final.
Paulo Roberto Emidio
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