PLACAR DE JOGOS

sexta-feira, 29 de abril de 2011

QUEBRA-CABEÇAS

Recolho as pétalas do tempo
Imposta condição da insensatez
Perjúrio sinistro medo nú
O divã escondido em cada olhar

Suspiro da mente intenção
O crédito aquebrantado elo
Virtude a espreita da solidão
Foi-se embora o sentido do nunca

Acontecerá o orvalho ao lírio
Eis que acorda o veneno
O desdém do inesperado
Visão noturna do apagão

É o fim da hipocrisia
Desnudo e absurdo luto
Incoerência do agora
O morteiro perdido, pôs fim a mísera intolerância

Silenciou a mistério andante
O vínculo oculto da vida
Criou-se a via de mão-dupla
Sinais da existência, noutro plano fundiu-se a quimera.

Paulo Roberto Emidio

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