Recolho as pétalas do tempo
Imposta condição da insensatez
Perjúrio sinistro medo nú
O divã escondido em cada olhar
Suspiro da mente intenção
O crédito aquebrantado elo
Virtude a espreita da solidão
Foi-se embora o sentido do nunca
Acontecerá o orvalho ao lírio
Eis que acorda o veneno
O desdém do inesperado
Visão noturna do apagão
É o fim da hipocrisia
Desnudo e absurdo luto
Incoerência do agora
O morteiro perdido, pôs fim a mísera intolerância
Silenciou a mistério andante
O vínculo oculto da vida
Criou-se a via de mão-dupla
Sinais da existência, noutro plano fundiu-se a quimera.
Paulo Roberto Emidio
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