O peito da faca esvai-se
Os olhos do medo sucumbe
Os óculos escuros me expõe
Fico aqui enrolando a bandeira
A garganta e o nó, duelo
As palavras que correm
No contorno as desculpas
A boca do céu sem diafragma
O trinco da porta, perdão
O ar que liberta, corrente sã
A poeira e o ventos bons tempos
O cisco que existe no teu olhar
Na esquina da sorte, mão estendida
O velho realejo desperta a cigarra
No desenho do céu, li seu horóscopo sozinho
Na estrada vi estrelas, lembrei de você
Na reta o corpo esguio tirei
A culpa da vida, escapou da sessão
O malandro rapaz se dissipou
Deu cabo a faca, fez sinal de aflição
Aquela bonita mulher sonhei
Uma dança colada emoção
De dentro dos olhos saiu toda crença
Ante a vergonha morta lembrança
A arma que tive, um tiro no pé
Desesperança não é...
Vingança é dita cegueira
O porte e a licença, o início ou fim?
Paulo Roberto Emidio
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