A fuligem e o tempo
No impenitente céu
Na manhã dos mistérios
O segredo a esquerda do peito
O nó embrulhado presente
Passou na lembrança poética
Mente e sente o verso estilizado
O corpo entrelaça o acorde e cifra
Me afoga o soluço decreto do amor
A linguagem invisível da estrela
Velejam a sombra do naufragar
Cascatas de nuvens, lágrimas de Deus
O sono profundo que deponho só
Desejo que esquiva e acena na árvore da vida
Entre o ser e o nada
Mudo a consciência cicatriz abstrata
Vejo a promessa do instante seguinte
De soslaio a essência, o existir passar.
Paulo Roberto Emidio
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