O chute no ar me fez lembrar
Que as cordas do vento silenciaram
Corrente ao simbilar se foram
Pelas veredas deste teu olhar
Sangue segue a rotina da vida
Emerge do íntimo o bom amigo
Mordaça estranha a magia lua
Elogios que o céu em véu escreveu
Nas esquinas surgem os pensamentos
Traduzido no leito, é preciso remar
Sob as águas dos olhos despertos
Lágrimas de chuva pra te amar
Estreito caminho da civilidade
Saudade escondida nos sonhos
Derrube as barreiras do riso
Encanto sofrido por qualquer um
Versos concebidos do inconsciente
O verde de jade, esperança insólita
Acordo dos anjos e trombetas
Anuncio do bem anterior
Nasce a semente do espelho
Ao sopro mágico do inconcebível
Mácula arrebatada do coração
Vida que aflora do eterno.
Paulo Roberto Emidio
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